Um mensageiro por ofício

outubro 29, 2010

Hoje tive um tempo maior com o Senhor: comecei tocando o violão, cantando algumas músicas, falando algumas palavras pra Ele – essas eram músicas que sempre tocava, mas então comecei a tocar e cantar o que vinha do meu coração. Parecia que não tocava há anos! Isso sim era tocar realmente. Eu pude sentir o poder envolvente da música, algo tão repleto de um intenso amor que fica fácil perceber o quão inerente ela é à essência de Deus.

Confesso que há algum tempo que não me dedicava só a tocar, cantar e falar com o Senhor através da música. É tão fácil ficar entretido com outras coisas simples e banais, como internet e tv. Digo mais, que hoje também é fácil o próprio trabalho, o “próprio” ministério, a igreja, a família, a pessoa que ama tomar esse lugar áureo: tem muita gente totalmente comprometida com a seara, mas sem nenhum comprometimento com o Senhor que provê a semente. Muita gente valorizando a construção da casa, mas definitivamente esquecendo do Alicerce. Tem gente mais comprometida com o Reino, do que com o Rei.

Todos sabem do que falo. Eu me senti assim hoje – um mensageiro por ofício, não por amor. E o que Deus quer é os que o fazem por Amor, não por ofício; alguém que ame o Rei a tal ponto que deseja trazer seu Reino pra mais perto, só para O ter mais perto. Alguém que ama os semelhantes de tal forma que justiça e amor são o mínimo a lhes oferecer. Alguém que não vê a hora de ter um tempo a sós com Ele no seu dia, só pra se derramar nos Seus braços e dizer, cantar que O ama, chorando ao perceber a largura, o comprimento, a altura e a profundidade do Seu Amor por nós. Mais que paixão, fogo.

O tempo é uma forma humana de mensurar uma das coisas mais valiosas que Deus criou: a vida. Se nossa vida está em Suas mãos, temos a plena convicção que também o nosso tempo. Não é uma questão de “como investir”, e sim de percepção: “Tudo o quanto fizerem, portanto, façam como se para Deus, e não para os homens”, diz Paulo aos colossenses, e reafirmo aqui neste simples texto.

Não vamos ser como mensageiros por ofício, que só atendem a um pedido expresso, mas sejamos como mensageiros por vocação, que se achegam ao Criador prontos a servi-Lo com amor e perseverança.

Pense nisso!

Obrigado.

dezembro 16, 2007

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Já agradeceu a Deus por suas lutas, pelo que você tem passado em aflições, pelas noites em claro, pelos menores e maiores problemas? É facil pensarmos e agirmos no inverso. Agradecer ao Senhor por nossas vitórias, por nossas bençãos diárias, nossas “conquistas” é até natural. Mas e o contrário? Conseguimos agradecer ao Senhor pelas dores?

É egoísmo, se dissermos que não. Pois é nas lutas, nas aflições, nos momentos de tristeza que aprendemos, que crescemos, que amadurecemos. É aí que deixamos o “leite” espiritual, ao qual se refere o apóstolo, e passamos a ter capacidade de ingerir alimento sólido. Nas lutas, sobrevivemos na dependência de Deus, e isso nos torna completos.

Deus quer que você agradeça a Ele por seus problemas também. Afinal, é o que vai te fazer sair do lugar.

“Em tudo dai graças,  porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para vocês.” 1Tessalonicenses 5.18

Pense nisso.

A Palavra

novembro 18, 2007

“Bem aventurado o que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminhos dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes tem seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita dia e noite.” Salmos 1.1,2

A luz sempre refulge nas lágrimas.

A palavra de Deus é confortante, é segura. Ela diz ao coração o que precisa ser dito e não  que se espera ser dito. Ela destrói e reconstrói, forma e transforma, instrui e reorganiza os pensamentos. Por isso e outros motivo o Senhor manda que guardemos sua Palavra no coração. O coração é a porta de entrada da alma, por onde decidimos nossas atitudes antes de as executarmos em nossa mente e corpo.

Nossas decisões se tornam segundo plano quando o agradar ao Senhor é o primeiro.

Aprender isso na pele é difícil, porém aliviador.

“E o verbo se fez carne, e habitou entre nós.”

A Graça que basta

outubro 27, 2007

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Difícil compreender o quanto somos domados por nossos desejos e planos. Parece que a cada dia, novas situações e emoções tomam o lugar mais precioso em nós: o coração. Me sinto constrangido em dizer que minha vida ultimamente tem sido uma enxurrada de descobertas sobre meu ego. São coisas nada fáceis de se confessar e admitir, e mais ainda de se tratar.

Só uma coisa pode e deve nos confortar: a Graça permanente de Deus sobre nossas vidas. Penso na Graça como um pacotinho de presente que contém a liberdade, e que podemos abrir todos os dias, o mesmo presente, e ele sempre se renova. E o melhor, é um presente da pessoa que mais te conhece, mesmo! E por nos conhecer muito mesmo, todas as nossas fraquezas e erros estão expostos de uma forma muito visível a Ele. Por isso, a Graça é tão importante, porque ela não olha pros nossos erros, passa por cima e ainda nos dá fôlego pra recomeçar.

Deus é perfeito. E a sua Graça nos basta.

Recomeçar. Pense nisso.

Sua vez agora!

agosto 31, 2007

Você já viu aquelas corridas de revezamento? Um corredor se esforça o máximo para entregar o bastão ao próximo atleta, que desempenhará uma igual parte da corrida. Não depende de um ganhar, mas de todos os envolvidos. Todos têm que dar o melhor de si em sua parte. 

Penso que nossa vida com Deus é a mesma coisa. Guardadas as devidas proporções, claro. Deus faz perfeitamente sua parte, passa a nossa parte e espera que façamos o melhor com isso também. Ele prepara o caminho, você só precisa trilhá-lo, sem intervalos ou atalhos. E não se preocupe, Ele dará a você o suprimento adequado, Ele será o seu “gatorade”, SE, você deixar. Faça bem a sua parte, e o resultado dessas grandes corridas da vida será vitória na certa! Lembre-se: “tudo coopera para o bem daqueles que amam a Deus”, co-opera, é a sua parte e a de Deus. 

Pense nisso.  

Ao fogo. Outra vez.

agosto 29, 2007

O ferreiro sabe trabalhar o ferro. Sabe sua tenacidade, até que ponto pode esquentá-lo antes de romper. Sabe exatamente a temperatura a que precisa submetê-lo para o moldar da melhor forma possível. Sabe o que era o bruto e o que vai ser a peça final. Usa ferramentas fortes, simplicidade e o mais importante: o fogo. Sem ele é impossível deixar a peça final perfeita.

Assim é Deus, como o ferreiro.
Assim somos nós, seus filhos, como peças brutas na mão do ferreiro.

Muitas vezes não conseguimos perceber a dimensão do plano de Deus para as nossas vidas. Erramos, erramos e erramos. Perdemos o foco, nos escondemos e estampamos um sorriso falso no rosto. Então, o novo coração forjado por Deus que recebemos em nossa nova vida, se torna desforme e ainda mais tenaz que antes.

E lá vem o Ferreiro, com um grande sorriso e olhar de compaixão, mais uma vez nos moldar, com fogo santo. E muitas vezes dói muito, devido a dureza de nossos corações. Seu molde perfeito é o Seu caráter, a plenitude do Seu Espírito, a estatura de varão perfeito, de Jesus Cristo.

É a melhor coisa que pode acontecer a um pecador. Receber, além do perdão, o tratamento necessário para se livrar do pecado.

Pense nisso.

Como disse meu pai certa vez: “O pecado tem de ser como um pneu furado em uma viajem.”